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Campanha de Financiamento - FINALIZADA

Igreja Católica e Conversão

O livro Igreja e Conversão é mais uma obra de polêmica saída da pena G.K. Chesterton, exímio e temível esgrimista de argumentos. Bem entendida, porém, a palavra “polêmica”, neste caso, não tem os laivos que adquiriu em nossos tempos pós-modernos (e muito bem profetizados pelo autor britânico). Uma polêmica, para Chesterton, era antes de tudo uma oportunidade; mas não de oco bate-boca; uma oportunidade de exercer as virtudes mais tipicamente humanas, que afloram no debate racional. É claro que, no caso do nosso autor, ajudava-o muito ser um dos grandes escritores da língua inglesa, o qual sabia unir como pouquíssimos o raciocínio cortante com o riso igualmente lacerante.
O livro em questão, escrito na esteira da sua conversão ao catolicismo, é apenas simplório no título. Publicado em 1926, ele lança em rosto argumentos em prol do catolicismo que, ainda hoje, podem vir a chocar os católicos mais tradicionais, para não falar daqueles que ocultam crenças materialistas e mundanas debaixo do hábito. Mas esses não se chocariam; sua reação seria de irritação, talvez profunda.
O fato é que Chesterton, em um dos principais argumentos do livro, afirma que a Igreja Católica na sua época (e por que não hoje?) surgia como uma das “novas religiões”. Escândalo! alguns poderão gritar. Serão, é provável, aqueles que têm uma mentalidade meramente tradicionalista, muitas vezes engessada em fórmulas escolásticas, as quais não querem sob nenhuma lei abandonar – nem que seja por breves instantes –, para tentar imaginar as coisas por um outro prisma – mesmo que seja outro prisma católico. Não, para estes o catolicismo se cristalizou na escolástica de uma vez para sempre, sendo anátema tudo o que disto fuja. Para estes, a conversão se dá quase que para a escolástica, e só secundum quid para o Cristo.
Contudo, para Chesterton, sem desmerecer de forma alguma a tradição católica –muito antes pelo contrário –, o mais importante aspecto da questão é que a Igreja sempre e em todas as épocas demonstra um viço de novidade, e está sempre em desalinho com as idéias – com o perdão do termo – demasiado humanas. Ela, antes de ser uma tradição, é um incômodo para o mundo; e esse incômodo vem do seu perene caráter de novidade e de desafio moral e espiritual.
Trata-se, portanto, do cerne da questão. E a partir disso Chesterton vai descrever, com apuro ímpar, como se dá o processo de conversão à Igreja de Cristo, dividindo-o em três estágios – sendo o último, em típico paradoxo chestertoniano, a tentativa de fuga da conversão. Não obstante, soará a muitos real e verdadeiro.
No fim, porém, é infrutífero e até vão tentar resumir um livro como este. Sua leitura, para quem se interessa no assunto, mas não está procurando um manual ou poeirento tratado de apologética, é essencial. Como só Chesterton sabe fazer, ele une a interpretação sensata do passado ao retrato exato do presente – e, para quem está atento, ainda dá umas dicas sobre o futuro. Futuro esse que é o nosso presente.

Eis o livro! Ele contará ainda com um prefácio do Padre Demétrio Gomes e com uma apresentação de Dale Ahlquist, presidente da American Chesterton Society. Mas não paramos por aí. Como adendo e complemento ao texto principal, serão publicados mais dois artigos de Chesterton: “Por que sou católico?” e “Por que creio no Cristianismo?”
Com isso tudo em vista, não há como se eximir nem hesitar. A campanha possui diversas modalidades de cotas, uma melhor do que a outra, para que dentre elas você escolha a que se encaixa nas suas pretensões e no seu orçamento. Até dia 28/08, frete grátis. Livro no formato 21x14cm com 180 páginas. Brochura.

Previsão estimada de envio do itens: 20/12.

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