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O Deus da Alegria

O Deus da Alegria

Chesterton e a alegria que emana de suas obras comprovam a existência de Deus

Por António Campos, da Sociedade Chesterton Portugal

Émuito significativo que um dos maiores filósofos da História tenha começado a sua teoria do conhecimento com um muito louvável audere sapere, ousar saber, e a tenha concluído com um lamentável não sei. No que concerne à origem e natureza das coisas, é melhor iniciar com um não sei e um ousa saber e terminar por concluir alguma coisa. Esse amor pela verdade e pela possibilidade objectiva de a alcançar, é um dos fundamentos da felicidade. E a melhor atitude epistemológica é a humildade. A busca não é uma finalidade em si, é uma atitude. A finalidade é chegar a uma conclusão:

Uma mente aberta, tal como uma boca aberta é sinal de tolice. Ter uma mente aberta não é nada; o objectivo de abrir a mente, como o de abrir a boca, é poder fechá-la (sobre algo sólido).

A comparação de Chesterton em Ortodoxia é muito ilustrativa: saber, tem a mesma raiz etimológica de saborear, gostar:

É marca de uma falsa religião tentar expressar factos concretos como abstracções: o sexo é “afinidade”, o vinho é “álcool”, a fome é “o problema económico”. 
O teste para a verdadeira religião é que a sua marca é exactamente o oposto: ela faz o homem sentir as verdades como factos, torna as coisas abstratas tão simples e prosaicas como as coisas concretas, tenta fazer com que o homem não apenas admita a verdade mas a veja, cheire, pegue, ouça e coma. 
Todas as grandes escrituras se encontram plenas do convite não para testar, mas para saborear; não para analisar, mas para comer. As suas frases encontram-se cheias de água viva e pão do céu, maná misterioso e vinho terrível. 
A mundanidade e a sociedade aristocrata desdenham do instinto de comer; mas a religião nunca o fez.”


Chesterton expressa a sua gratidão por ter sido incluído num universo extraordinário, porque, com todas as suas dificuldades e aparentes contradições, ele começa por nos revelar o amor da nossa mãe, a bondade, a beleza e a verdade (no sentido de racionalidade) deste mundo.

Essa gratidão que resulta da dádiva de nascer está ilustrada no Evangelho quando Cristo sugere que se convidem os aleijados, os pobres, os coxos e os cegos, precisamente porque eles não podem retribuir.

“Existe nos bastidores da nossa vida um abismo de luz, mais ofuscante e insondável do que um abismo de escuridão; é o abismo da realidade, da existência, do facto de que as coisas existem realmente, de que nós próprios somos incrivelmente e por vezes inacreditavelmente reais. Trata-se do facto fundamental do existir contra o do não existir; é impensável e, no entanto, não podemos deixar de o pensar, embora por vezes não pensemos nisso; não pensamos e, sobretudo, não agradecemos. Aquele que tomou consciência desta realidade sabe que ela extravasa, literalmente até ao infinito, todo e qualquer argumento a favor da sua negação, e que por baixo do nosso palavreado existe um sentimento subconsciente de gratidão.

Essa evidência de afirmação é o substrato dos poetas, porque eles têm uma melhor capacidade de perceber as coisas iluminadas por essa luz do que os outros homens. A Criação foi a maior das revoluções. Era por ela que as estrelas da manhã cantavam em uníssono, como dizia o antigo poeta; e os poetas mais modernos, como o poeta medieval, podem descer bem abaixo desse pico de realização, extraviar-se, tropeçar e parecerem perturbados; mas reconhecê-los-emos como Filhos de Deus enquanto ainda cantarem com alegria. Isto é muito mais místico do que essa coisa moderna chamada o optimismo; pois é muito raramente que entendemos, como uma visão dos céus plenos de coros de gigantes, o dever primeiro do louvor.”

A única possibilidade de compreender o mundo não é por meio de um sistema — uma coisa sempre simples, lógica, unilateral — mas por co-naturalidade. Compreender o mundo usando a própria natureza complexa, paradoxal, da realidade:

“Dickens se tivesse que lavar o mundo, fá-lo-ia numa fábrica de graxa. (…) Dickens que era infeliz naquela idade em que a maioria das pessoas é feliz, foi um homem feliz na idade em que a maioria dos homens chora. (…) O seu tipo de optimismo não exalta o universo, não admira o universo; ele ama-o completamente. A existência para estes homens tem a mesma natureza da estonteante beleza de uma mulher; ama-a mais intensamente quem a ama irracionalmente.”

Porque Deus é a fonte primeira da alegria e quanto mais próximo se está desse estado de graça mais se usufrui da alegria:

“A alegria é de natureza expansiva; mas para o agnóstico ela tem que ser contraída. A angústia deve ser concentrada, mas o agnóstico espalha o seu desespero numa inimaginável eternidade. (…) A Cristandade fornece ao homem de forma súbita e perfeita o seu instinto ancestral de estar do lado certo: tendo um credo, a alegria agiganta-se e a tristeza torna-se esporádica e pequena. (…) A maioria dos homens tem sido treinada a ser alegre com coisas minúsculas e triste com as coisas importantes, mas não é da natureza do homem ser assim. O homem é mais ele, mais humano, quando a alegria é o seu traço fundamental e a tristeza é apenas superficial. A melancolia deveria ser um interlúdio, a gratidão o estado permanente da alma.

Devemos lembrar a leveza e mesmo a flutuabilidade dos monges de São Francisco, chamados os saltimbancos de Deus, para os quais a religião não era apenas um romance trovadoresco, mas era mesmo um canto de cotovia: como se os monges tivessem atado uma escada de corda para subir às molduras das estrelas.”

A retórica e a imagem têm a especial missão de romper o bloqueio que circunscreve a mente ao mero raciocínio, revelando o sentido de beleza em todas as coisas. Como o ser remete a uma origem, também a beleza remete a uma origem, e ambas despertam a alegria de uma ligação a algo superior:

“O homem é uma criatura. Toda a sua felicidade reside em ser uma criatura, ou, como a Grande Voz nos ordenou, em ser uma criança. Toda a alegria reside em receber uma prenda ou presente, que a criança valoriza sobretudo por ser «uma surpresa». Mas uma surpresa implica algo que surge de uma fonte externa; e a gratidão decorre de que ela tem uma proveniência de alguém que não nós. Seja pela porta, seja pela janela, seja pelo marco do correio. Estes limites são as linhas da própria satisfação.

A vida é uma peça que se desenrola sem determinismo, mas com ampla liberdade, em que as escolhas são livres, mas não são livres de consequências. É esta liberdade que faz da vida uma surpresa; é ela que prova que a vida é um presente.

Shakespeare coloca não apenas a alegria, mas a poesia da alegria em todos os seus galhofeiros de taberna; se Hotspur abrisse Falstaff com a sua espada, sinto que todas as fadas de Midsummer Night’s Dream surgiriam a voar de dentro dele.”

Quando o Papa indica que devemos proteger a criação no sentido em que São Francisco nos indicou, ele aponta para algo mais profundo. Deus é Amor e no seu amor criou tudo, ex-nihilo, do nada:

“Aqui residia o núcleo da ligação de Francisco ao mundo criado. Nós quando afirmamos que um poeta exalta a criação, apenas queremos dizer que ele elogia o universo em si. Mas este tipo de poeta, como São Francisco, realmente elogia toda a criação no sentido do acto da criação. Ele exalta a passagem da não-existência à existência; é aqui que também aparece envolvido aquele arquétipo da ponte, que forneceu ao padre esse nome arcaico e misterioso de pontífice. O místico que vivencia o momento em que não existia nada excepto Deus, visualiza aquele início sem passado, em que não existia nada de nada. Ele não só aprecia tudo mas também o nada de onde surgiram todas as coisas. De certo modo, São Francisco encarna e responde à terrível ironia do livro de Job; de certo modo ele estava presente quando foram lançados os fundamentos do mundo, com as estrelas da manhã a cantar e os filhos de Deus a clamar por alegria.”

Como fazer as pessoas ver de forma correcta, uma vez que “nós ainda nos encontramos no paraíso; os nossos olhos é que mudaram”? Pela mente do artista que nos afasta da excessiva familiaridade e da distorção cultural; não pelo artista que esmera o seu estilo e vive para ele, mas do artista que coloca a sensibilidade do seu coração na sua obra criada:

“Stothard e Blake dão bem a imagem do que é um artista que só quer ser artista ou de o artista que tem uma ambição mais alta: ser um homem, i.e., um arcanjo.”

O argumento ontológico decorre da experiência quotidiana, por convergência de probabilidades com a própria experiência e com outros argumentos fundados igualmente na experiência: o eros de São Gregório, a esperança de Marcel, a contingência de São Tomás.

O olhar de uma criança sobre as coisas não se encontra racionalizada, i. e., formatada por sistemas. A criança não pensa que a realidade seja uma convenção, como as notas de banco, os sistemas filosóficos, ou a própria linguagem. A criança descreve a realidade como a percepciona, não a racionaliza. Se vê coisas que não compreende, descreve o que viu, não a explicação que encontrou para o que viu. As crianças são as testemunhas predilectas das equipes que investigam os acidentes de aviação.

É um paradoxo que a revelação do Criador do universo seja mais aparente aos olhos de uma criança, mas o paradoxo não é um jogo, uma máscara, ou um estilo: é um revelador. Um revelador que assume a forma de um jogo, porque o humor é inseparável do argumento: é o florescer da própria dialética. Chesterton sempre afirmou que a seriedade não era o contrário do humor, mas sim a sisudez; o humor está para a sisudez como a humildade está para a soberba.

“Em tudo o que se encurva graciosamente existe também uma tendência inerente à rigidez… A rigidez cedendo um pouco, tal como a justiça seduzida pela misericórdia, é o segredo da imensa beleza da Terra. O cosmos é um diagrama um pouco encurvado da sua forma original. Tudo tenta ser direito, rectilíneo, e no entanto, tudo felizmente cede. A rigidez sem flexibilidade não é humana.”

Dessa atitude de criança, dessa humildade, vem o maravilhamento com o mundo, não com “o melhor dos mundos possíveis” mas com “o melhor dos mundos impossíveis”, porque o mundo material é bom, a criação é boa. O cristianismo é a mais materialista das religiões: O próprio Deus assumiu forma material.

Decorre da autoridade, auctoritas, o poder que decorre da existência de um Autor. Havendo um autor para o universo existe uma autoridade cuja raiz remete ao seu autor. Como disse Cristo a Pilatos: “Nenhuma autoridade terias se não te tivesse sido dada.” Havendo autoridade existe uma instância de apelo último para obter justiça… e para agradecer.

Com o maravilhamento vem a gratidão e com a gratidão vem a intimidade com o Criador que permite o sentido de humor:

“O teste de uma verdadeira religião é quando o crente se diverte com a sua divindade.”

Um homem deve ter muita fé para brincar com a sua divindade; possuir um sentido de sarcasmo com o infinito significa reconhecer que existe algo de eterno e elementar numa piada. Um puritano engraçado não é grande puritano.


O espírito da Prússia, tal como o dos clássicos, era sério e recusavam-se a ser superficiais e por isso nunca atingiam a humildade e com ela toda a amplitude da profundidade. Sem humildade não existe proximidade e sem proximidade não existe conhecimento. Quem se recusa a ser superficial não atinge toda a amplitude da profundidade — é um paradoxo.

O mesmo problema existe no Islão: onde não há cavalheirismo não há cortesia e onde não há cortesia não existe brincadeira. A sisudez é característica de todas as falsas religiões, porque ser grave é fazer um ídolo de tudo e mais alguma coisa. O homem é o único animal que não é sério porque é o único animal que ri.

O colapso do puritanismo deveu-se ao facto de que não se pode ser sério durante 300 anos. Shaw recusava-se a celebrar o seu próprio aniversário, porque tinha a falta de humildade de reconhecer que era bom estar vivo. O ego é desafiado pelo humor e é por isso que na Idade Média o mal era desafiado e ridicularizado pelo humor. O humor joga com o homem, despe-o da sua dignidade e fere-o como Caim. A hilaridade apela à humildade e perder dignidade conduz à felicidade. Sem a religião o humor não é possível porque ele envolve a humildade.

A sabedoria relaciona-se com a ideia de que a verdade é clara e acessível; o humor que a verdade é complexa e mística e que pode ser facilmente negligenciada. O humor vê a inconsistência nas coisas e é uma característica católica. As catedrais da idade média têm o riso e o terror enrolados em pedra. As gárgulas nas catedrais góticas são uma metáfora da vida, com as suas dificuldades e horrores (mas também um alerta contra a igualdade, pela variedade e complexidade, um aviso contra estereótipos de beleza física ou intelectual, contra a normalização e uniformidade). A catedral é maior que a gárgula, tal como a vida é maior que as suas dificuldades:

Não vale a pena andar angustiado com as dificuldades da vida. Na verdade, a maioria dos momentos mais dramáticos da nossa vida quotidiana não são tão dramáticos como pensamos. Na verdade existem momentos decisivos e dramáticos, mas olhando retrospectivamente constataremos que são em muito menor número do que inicialmente nos pareceu.


A comédia e a tragédia exprimem de forma igual a condição humana e é isso que distingue as peças de Shakespeare da tragédia grega e do drama francês. A sátira moderna ridiculariza a vida comum, expondo as classes mais baixas ou ignorantes ao ridículo, expondo o acento ou o sotaque da língua materna, ridicularizando a vida comum, mas esquecendo que os grandes também são ridículos, geralmente ainda mais.

É essencial possuir sentido de humor sobre as coisas mais sérias. As coisas sérias tomadas a sério são demasiado tremendas. O mundo moderno não compreende como o sentido de humor pode acompanhar a seriedade. Uma piada pode ser tão grandiosa que rompe a abóbada do céu. Existe apenas um pequeno passo do ridículo ao sublime.

Quanto mais séria for uma coisa mais ela se deve expressar em termos de grotesco. Se uma coisa é universal encontra-se plena de coisas cómicas. É o teste para uma boa filosofia se ela pode ser defendida de forma grotesca; é o teste de uma boa religião se se pode brincar com ela.

O sentido de humor é o maior antídoto do orgulho.


Até as coisas piores devem ser vistas no ridículo. Assim era com o diabo da Idade Média. É por isso que Chesterton vê em Dickens uma figura medieval, apesar de o próprio Dickens desprezar a Idade Média. Para Chesterton ter sentido de humor é ser mais sério do que estar sério, pelo que as personagens de Dickens que nos informam mais sobre a alma humana são precisamente aquelas que são mais cómicas. Ser divertido não é superficial, ser divertido chega às raízes do universo.

Chesterton tem quase um sentido místico do humor:

“Uma boa piada é a coisa que escapa à crítica. O segredo da vida reside na alegria e na humildade. A alegria é precisamente o que distingue o cristianismo do paganismo. A vaidade não suporta o humor, nem sobre si própria, porque o orgulho é pesado e não pode sorrir. As virtudes pagãs da justiça e temperança são tristes; as cristãs de fé, esperança e caridade são alegres e exuberantes.”

Contrariamente aos académicos, as pessoas comuns e os crentes são caracterizados pelo riso. As primeiras piadas do mundo são sempre sobre coisas sérias, como ser casado…ou ser enforcado.


A separação de Deus implica a perda de humildade e, consequentemente de gratidão e de alegria: 
 
· Filosófica ou teológica: o extremo cepticismo — com a negação da verdade, da liberdade humana, de uma moral universal — de que é exemplo o impressionismo (não existência de limites), o determinismo e o liberalismo (abolição de limites); ou pela atracção pelo mal, que Chesterton relaciona em Catholic Church and Conversion ao espiritismo.

· Económico-social: a extrema desigualdade na distribuição da propriedade, que é uma transgressão ao mandamento de Deus: “Ide e possuí a terra.”

“Nunca se pode ter a tonalidade da alegria quando muitos possuem demais e outros não têm nada. (…) A alegria é uma torrente, mas exige que todos os copos sejam inteiramente preenchidos (mesmo que tenham tamanhos diferentes). (…) Numa sociedade capitalista, a alegria é impossível, quer para ricos quer para pobres. Como nas fábulas de Esopo, a raposa não consegue comer de um solitário com gargalo comprido, nem uma cegonha de uma taça rasa. Num caso, a alegria encontra-se muito funda; no outro, muito dispersa. Por outras palavras, ninguém usufrui plenamente: o pobre porque não consegue lá chegar; o rico porque ao perder o gosto pelas coisas, não consegue desfrutar.

· A ideia de liberdade:

“A essência da liberdade reside na diferença entre o bolso e o mealheiro. Algumas reformas sociais colocam mais dinheiro no mealheiro, mas nenhuma coloca mais dinheiro no bolso.”

“O vinho deve ser bebido quando nos apetece, o remédio deve ser tomado quando é necessário. Trata-se de uma questão de ter o poder de decidir sobre o nosso capital. Trata-se do direito de passar cheques sobre o nosso corpo embora a intemperança seja errada na medida em que significa passar cheques sem fundo.”

Os filantropos têm como epigrama proteger os pobres de si próprios e os eugenistas os mais fracos devem ir para a guerra — o que em si mesmo é um paradoxo.


Uma das áreas onde se entende melhor a ausência de sentido de humor é precisamente na literatura. O humor contém em si a alegria, a sátira não. A sátira é seca. É uma denúncia amarga e impiedosa do que não é perfeito. É a obra de um homem de coração seco e miserável, de um homem só, isolado. Podemos falar em Saramago, Byron ou Heine. Trata-se de um homem que identificando-se com o bem aspira à solidão de Deus, apenas para encontrar a eterna solidão do demónio. O mesmo ressentimento, a mesma amargura. É esta a atitude dos modernos intelectuais: vivem na ilusão da sua própria superioridade:

“Não perderam a cabeça; perderam o coração: provavelmente deixaram-no cair na infância e é por isso que andam tão inchados.”

Chesterton aponta então para Shakespeare, Browning, Hugo, Dickens e Dostoiévski; para Auberon Quin (humor) e Adam Wayne (amor) em Napoleão de Notting Hill.

A ideia de que a comédia é artificial deve-se a um profundo pessimismo — a ideia de que não existe lugar para o riso neste mundo. Para Chesterton a alegria é divina e mística como a religião e muito diferente do tipo de felicidade em que filósofos e aristocratas encontram a sua paz:

“Nós devemos ser como os anjos, flutuando, e só o conseguimos se não nos levarmos demasiado a sério”.

Chesterton acreditava que a ausência de sentido de humor era uma grande fraqueza num escritor. Atribui a falta de razoabilidade nas afirmações de Goethe sobre Carlyle precisamente à falta de sentido de humor nas obras do escritor alemão. Tennison e outros vitorianos também falharam no sentido de humor. Tal como Carlyle e George Elliot que tanto admiravam a filosofia alemã. Embrenhavam-se nessa sisudez desumanizada.

Contrariamente ao tempo de Aristófanes e Moliére, a literatura hoje só fala de dor e despreza a crença na hilaridade:

“De todo o lado nos rodeiam os mesmos sintomas: um hedonismo tão farto de prazer como o doente se encontra farto da dor. Em muitas obras modernas encontramos a sugestão velada e horrível de um Renascimento que se fascina pela beleza do sangue e pela poesia do assassínio.”

“Na guerra da moderna literatura, nós não ouvimos nada, a não ser as vozes da dor — tudo é um fonógrafo do horror. É verdade que deveríamos ouvir falar destas coisas e que nenhuma deveria ser silenciada; mas estes gritos de angústia não se encontram tão frequentemente na vida como se encontram na arte moderna, onde são a única voz. Elas são vozes de homens mas não são a voz do homem.”

“O riso é tão divino como as lágrimas. A literatura da alegria é muito mais difícil, rara e triunfante do que a literatura a preto e branco da dor. A alegria é indissociável do sentido de humor.”

www.sociedadechestertonbrasil.org


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